quarta-feira, 2 de junho de 2021
A gente não mudou o mundo, mas aprendeu a ama-lo.
terça-feira, 16 de março de 2021
Espinhoso debate
Texto de Isac Machado
SE SOU UM DEFENSOR DO ABORTO?
Não. Não sou. Eu sou a favor da legalização do aborto. Na verdade, fico constrangido de me manifestar sobre isso, já que não sou engravidável. Eu defendo que homens assumam a paternidade e que as mulheres decidam sobre seus corpos e sobre tudo que esteja dentro dele.
SE SOU A FAVOR DO CASAMENTO GAY?
Eu sou a favor do amor. Eu nem tenho o direito, na condição de homem, hetero, de me posicionar sobre isso. Se sou a favor do casamento hetero, por tabela sou a favor do casamento homo. Na verdade, nenhum gay nunca me pediu em casamento. Logo, não tenho que me posicionar sobre isso.
SE DEFENDO A CRIAÇÃO DE IGREJAS GAY?
Não. Não defendo. Eu defendo a existência de igrejas acolhedoras. Não deveria ser necessário uma igreja gay, assim como é inadmissível uma igreja hetero. Igreja deveria ser um lugar para todos e todas, para gente.
POR QUE SOU UM ESQUERDISTA?
Oxente! Alguém consegue ver a pauta do evangelho na direita? Alguém consegue ver a agenda de Jesus Cristo na extrema direita? A pauta que eu defendo, a pauta de Jesus, do evangelho é a pauta dos DIREITOS HUMANOS, das diferenças, das liberdades individuais, do trabalhador, da segurança alimentar. É por isso que sou um "comunista dos infernos", seguidor de Jesus Cristo.
A pauta "FAMÍLIA, DEUS, PROPRIEDADE" é a pauta da hipocrisia. Deus não precisa de defensores capazes de matar "por ele". Família é diversidade. Todo LGBTQ+ vem de uma família. Família protege, acolhe, não solta a mão de ninguém. Deveria ser assim.
Enfim, precisei me desviar de uma igreja que se desviou, por uma questão de saúde mental e espiritual. Fiquei com o Cristo que a igreja descartou para adorar o genocida baalsonaro.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021
Será que de fato radicalizamos?
Será que de fato radicalizamos?
Kaike Netto Barreto 30/01/2021
sábado, 10 de outubro de 2020
Reflexões Sobre a Lei Aldir Blanc
Reflexões Sobre a Lei Aldir Blanc - José Facury
Arte da capa Yuri vasconcellos
Quando lançaram a Lei Aldir Blanc de Emergência Cultural, em sua totalidade, me ficou bem claro o objetivo de cada inciso:
Inciso I - Aos fazedores culturais e técnicos da área mais necessitados.
Inciso II - Aos espaços, grupos, rodas e coletivos culturais com CPF, MEI ou CNPJ
Inciso III - Às produções individuais e/ou coletivas com CPF, MEI ou CNPJ concorrerem com os seus projetos de bens, serviços, aquisição de ativos e premiações, para garantir a continuidade da atividade cultural durante e pós pandemia.
E o Crédito Bancário específico para empresas culturais de grande porte sustentarem seus negócios durante e pós pandemia... Ninguém fala dela!
PERFEITO! FOI ISSO QUE APREENDI E REPASSEI...UMA AÇÃO DA GALÁXIA HUMANISTA.
O que mudou?
A regulamentação, o medo, a covardia de gestores e seus procuradores que se entregaram aos velhos e costumeiros lobbies empresariais da cultura.
A princípio porquê abandonaram a simplicidade da lei e querem colocar aquilo que seria o Crédito Bancário, dentro do Inciso III, que não pertence às grandes empresas, e sim às produções médias...
O gestor dos estados e municípios que não se renderam ao pior, estarão dentro do espírito emergencial.
Os que não, criaram dificuldades para agraciar seus abnegados e afastar os incomodados...
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
SOLIDARIEDADE
SOLIDARIEDADE - por Sylvio Neto
As conspirações nascem no interior dos
homens e transcendem ao mundo externo, dando a humanidade revoluções, que
produzem maiores ou menores processos de esperança, liberdade e paz. Fala-se
das Conspirações do Universo, verdadeiras coordenadas cartesianas que nos
encontram e emanam transformações que apenas a nós servem ou de caráter ainda
mais genial transcendem e trazem as transformações que servem a humanidade. A
história da humanidade, mistura-se a mística ação de conspiradores
supra-humanos que transformaram o pensamento universal, tanto quanto a ação
devastadora dos predadores da "boa vontade", aquela mesma citada por
Emmanuel Kant e presente nas ações de Jesus Cristo, Maomé, Moisés, Buda, (...).
Estes profetas, estiveram acima e além das palavras, foram o verbo e continham
sua ação, foram um ponto em encontro com o tempo, foram a conspiração do
universo em torno da "vocação alicerçada na especialização e posta a
serviço de uma tomada de consciência de nós mesmos e do conhecimento das relações
objetivas".Em torno da força criada por cada um dos citados, surgiu uma
solidariedade diferente da que conhecemos hoje. Uma solidariedade
devastadoramente revolucionária, que a ciência dos homens comuns, talvez
neutros, elevou à disputas e consagrou através de dogmas, em religião. A
teologia, que guardou, envolveu e rompeu a unidade solidária desta imensa
revolução, quer seja pela exigência do "sacrifício do intelecto",
quer seja pela absorção capitalista – e das várias e sérias implicações, que
esta ação indica – trouxeram ao nosso mundo atual, uma neutralidade, uma
percepção diferente das ações de solidariedade.
Conspirações, rebeliões e revoluções
contra a boa vontade, flagelaram o mundo, e inventaram um novo olhar que
guardou um certo "desencantamento do mundo", e aquelas ações
solidárias passaram então a somente enfeitar a alma.
Imantados por uma magnífica atitude
magnética, composta por um altruísmo que inventa um novo estilo, presentes na
palavra e na ação, Gandhi, Martin Luther King, Bispo Tutu, madre Thereza de
Calcutá, (...), foram menos proféticos, menos santos, reais articuladores de
uma mobilização humana em torno das ações positivas de boa vontade e de
solidariedade de caráter universal. A busca pela desestatização do espetáculo
da neutralidade – que se entregou o mundo - foi a grande graça de suas ações.
Misturando-se ao próprio conceito de solidariedade buscaram apaziguar a verdade
do conflito – muito ao contrário de onde estão hoje, bastante além do conflito,
os já aqui citados, pois que estão absorvidos por uma tolerância absolutamente
neutra, creditada às imagens, palavras sagradas, rezas e orações.
Uma linha tênue separa solidariedade de
assistencialismo mas com a racionalização dos valores da boa vontade,
instalou-se a reinvenção da solidariedade no Brasil na pessoa de Betinho, o
homem, a carne, o real – nada santo, nada pastor, nada padre e sem mandato
político – porém, aquele que uniria a palavra com a ação social (o homem faz).
A ciência que há na intelectualização, a dádiva que existe na vocação e a graça
que corresponde à boa vontade, internalizadas em um homem que teve a capacidade
de fragmentar conflitos humanos trazendo a solidariedade de volta ao dia a dia
dos comuns e das ações públicas.
Sylvio
Neto
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Chiquinhos
FRATELLI TUTTI.
sábado, 3 de outubro de 2020
A CARA. BOTA A CARA
A CARA. BOTA A CARA
Apenas Olhando e Vendo o Que não pode Deixar de Ser Visto
“ a violência, em especial
contra as populações de baixa renda,
é uma atividade lucrativa em
áreas de periferia.
Atende a empresários bem
sucedidos, mas inescrupulosos,
atende a políticos vinculados
a grupos de extermínio
e dá mercado de trabalho a
policiais corruptos”.
Doutor em Sociologia pela USP
o sociólogo José Cláudio Souza Alves
Tenório Cavalcanti,
ex-deputado federal
que com sua metralhadora,
apelidada de Lourdinha,
desafiava a corrupção e os
poderosos
que dominavam o município
fluminense
de Duque de Caxias.
Delineia-se de forma absolutamente exclusiva a forma como se apresentam e se comportam os políticos e autoridades de nossa conurbada e conturbada Baixada Fluminense. Não bastasse serem quase todos egressos de um modus vivendus particularmente produzido por ações assistencialistas e por comportamentos e idoneidade afins com a margem da ética, da moral e do senso injusto com o que diz respeito às normas jurídicas que regem seu comportamento econômico-financeiro e social – que está na maioria dos casos a margem da lei.
Desfilam eles, em sua grande
maioria, em belos carros de luxo filmados com o conhecido insulfilm G5. Assim,
homens e mulheres públicos excluem-se da paisagem que deveriam fazer e ser
parte como agentes e autoridades investidos de um poder público, eximem-se de
atender a necessidade do eleitorado em continuar a simpática ação dos beijos e
abraços das campanhas eleitorais e, sobretudo de prestar contas de seus
mandatos.
Por que um cidadão público esconde-se atrás de vidros negros artificiais? Por que o não a transparência?
A constatação em que se
envolve este texto, é um mais do mesmo...
É comum e trivial, poderia ter
como tema e música incidental a canção da extinta banda Baixada Super 8, “ De
Dentro do Meu Carro Não Vejo Ninguém” .
Quem sabe queiram eles, os políticos,
imitar os Pop Stars da Cidade Negra, afinal são eles também da Baixada
Fluminense... Se os artistas podem esconder-se atrás dos vidros negros de seus
lindos carros e matar a saudade das ruas e dos conhecidos que lhes deram alguma
inspiração, podemos também nós políticos, ora bolas!!! Devem dizer eles no
fresco do ar condicionado e no escondidinho de sues carros.
Quem sabe no calar opaco dos vidros, possam eles incógnitos analisar melhor o dia a dia, o ir e vir, o vento, o sol, a calmaria e o arder nos olhos das cidades que governam e ou legislam?
- É vai ver é isso...
Vale a pergunta: Zito, que é também egresso do time que compõe a tese do doutor em Sociologia pela USP, o sociólogo José Cláudio Souza Alves, pró-reitor de extensão da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), “Dos Barões ao Extermínio” e que teve uma aceitação invejável em seus dois mandatos a frente do governo do Município de Duque de Caxias, esteve sempre nas ruas, esteve sempre de mangas arregaçadas e calças dobradas quando desgraças naturais ofendiam sua cidade com vendavais, lama, esgotos entupidos, galerias pluviais a regurgitar as águas das chuvas por conta das camas, sofás, travesseiros, colchões e garrafas PET que lhes impedia o livre trânsito até a Baia de Guanabara... Por que Zito desfilava a pé ou em carro aberto e não tinha necessidade de estar incógnito? – O pequeno exército que o acompanhava não me causa espanto. Pode-se ainda hoje, encontrá-lo no Restaurante Mussarela, de bermudas e chinelas, a degustar a deliciosa cachaça Seleta...Pode-se ainda hoje encontrá-lo na feira de tradições nordestinas de Duque de Caxias a deliciar-se de uma lautosa buchada de bode.
Seu homônimo, da Belford Roxo dos idos tempos do pleno desenvolvimento, Joca – O iniciador do processo de emancipação e prefeito transformado em mito (após a morte por assassinato), pela grandeza de suas realizações que até então não havia encontrado similar e que por elas, pode-se sem constrangimento esquecer de que, massa bruta, essência e fôrma fora gerado, também era um homem das ruas, homem de botar a cara.
Os compositores e artistas ligados ao funk e provenientes das comunidades carentes, em suas letras, ousam usar a frase “Bota a Cara”, a frase define uma ética daqueles que se acostumaram à vida humilde e violenta das favelas e sem vergonha mostram-se por inteiro nas letras de suas músicas e na forma como dançam.
Por que então esconder a cara, aquele que prometeu e se comprometeu através dela fazer de seus atos a transformação necessária para a conquista de bens sociais e humanos para seus eleitores e não eleitores?







