Foto: Instagram Talk Show dos Lagos
O prefeito de Cabo Frio declarou:
“Esse é o único bloco que
eu vou!
Queriam entregar a chave ao Rei Momo, mas eu não fui.
A
chave dessa cidade é do Senhor Jesus, não do Rei Momo.”
Reflexão:
O prefeito não participa do carnaval, dos blocos e nem dos
próprios eventos da prefeitura durante o período festivo. Isso
revela não apenas falta de diálogo, mas também medo de críticas.
Sua aprovação se sustenta apenas na bolha dos bajuladores,
contratados, comissionados e fornecedores.
O carnaval é
plural: reúne evangélicos, católicos, povos de matriz africana e
tantas outras religiões. É festa de santos e pecadores, de fé e de
cultura.
O que o prefeito pretende? Deturpar a festa? Se
esconder atrás da identidade evangélica? Ele não pode atacar o
carnaval, uma manifestação popular, de feita e apreciado pelo povo
pobre, mas rica culturalmente, que gera faturamento para a cidade.
Talvez busque agradar pastores aliados, já que com a família Bento
não quer ouvir falar de Serginho.
Vale lembrar: há
evangélicos e católicos em todos os espaços, partidos, quilombos,
comunidades de pescadores, escolas e locais de trabalho. No carnaval,
vai quem quer: alguns assistem pela TV, outros preferem retiros
espirituais. O que não se pode é colocar a sociedade em guerra
contra o carnaval ou boicotar os recursos pois cultura é um direito!
Prefeito, saia da internet e vá trabalhar para todos e todas!
Mensagem final:
Abraços carnavalescos Cabo-frienses.
Brinquem o carnaval como quiserem, cada um à sua
maneira!
Zélder Reis


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